O papa Leão XIV visitou, neste sábado (23), a cidade italiana de Acerra, perto de Nápoles e no coração da chamada "Terra dos Fogos", uma área devastada por lixões clandestinos controlados pela máfia, cuja poluição envenena os habitantes. 

Localizada entre Nápoles e Caserta, na região da Campânia, esta região do sul da Itália, com quase três milhões de habitantes, deve seu apelido aos inúmeros locais ilegais de incineração a céu aberto de resíduos industriais. 

Há décadas, o solo, os aquíferos e o ar estão contaminados por metais pesados, compostos tóxicos e partículas finas. 

As consequências para a saúde são alarmantes, com taxas de câncer superiores à média nacional. 

Em seu discurso de abertura, Leão XIV denunciou "a mistura mortal de interesses obscuros e indiferença ao bem comum, que envenenou o meio ambiente natural e social". 

"O papa é provavelmente a única pessoa capaz de despertar um pouco de consciência em todas essas pessoas que causaram tanto dano a este território", disse à AFP Giuseppina De Francesco, uma moradora de 60 anos.

A visita tem um significado simbólico, pois coincide com o 11º aniversário da encíclica ambiental "Laudato Si'" de seu antecessor Francisco. 

A "Terra dos Fogos", também conhecida como "Triângulo da Morte", serve como depósito de lixo e local de incineração ilegal desde o final da década de 1980.

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