Os Estados-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) tomaram conhecimento, na sexta-feira (22), da saída da Argentina da agência da ONU, embora tenham expressado sua disposição de manter "plena cooperação" com Buenos Aires.
Em sua assembleia geral, os Estados-membros da OMS deveriam examinar o desejo do governo de Javier Milei de seguir os passos do presidente dos EUA, Donald Trump, e se retirar da agência responsável pela saúde global.
Das várias propostas apresentadas, a assembleia aprovou por consenso uma resolução de compromisso patrocinada pela Noruega e pelo Paraguai.
O órgão decisório da organização "tomou conhecimento" da comunicação recebida do secretário-geral da ONU, António Guterres, em 17 de março de 2025, que os informou sobre a saída da Argentina da OMS "com efeito um ano após o recebimento desta carta".
"Embora a Organização Mundial da Saúde sempre acolha a plena cooperação com a República Argentina nos trabalhos da Organização, não considera apropriado, neste momento, tomar novas medidas", acrescentou a breve resolução.
A Argentina era um contribuidor minoritário para o orçamento da OMS, com 4,1 milhões de dólares (20,5 milhões de reais) anualmente em 2024 e 2025.
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