O secretário interino da Marinha dos Estados Unidos disse, na quinta-feira (21), que as vendas de armas a Taiwan foram colocadas em "pausa" para garantir que as Forças Armadas americanas tenham munição suficiente para a guerra no Irã. 

Washington reconhece apenas Pequim, mas, de acordo com a sua legislação, é obrigado a fornecer armas à ilha de governo autônomo, diante de uma China que não descarta o uso da força, em algum momento, para tomar o controle do território.

Atualmente, uma compra por parte de Taiwan de um pacote de armas americanas de 14 bilhões de dólares está paralisada. 

O futuro da ilha foi um dos temas centrais da recente visita do presidente americano Donald Trump a Pequim. O presidente chinês, Xi Jinping, advertiu o homólogo que uma gestão inadequada da questão taiwanesas poderia levar as duas potências a um "conflito". 

"Neste momento, estamos fazendo uma pausa para garantir que temos as munições de que precisamos para (a operação) Fúria Épica - das quais temos bastante", afirmou o secretário interino da Marinha, Hung Cao, no Congresso. 

"Estamos apenas garantindo que temos tudo; depois, as vendas militares para o exterior serão retomadas quando o governo considerar necessário", explicou.

O Departamento de Estado e o Pentágono não responderam até o momento ao pedido de comentário sobre as declarações de Cao.

A porta-voz do Gabinete Presidencial de Taiwan, Karen Kuo, afirmou nesta sexta-feira (22) que "não há informação que indique que os Estados Unidos tenham a intenção de fazer ajustes à venda de armas". 

O presidente Trump não se comprometeu a seguir adiante com a venda do pacote de 14 bilhões de dólares, o que despertou preocupação sobre seu compromisso com o apoio a Taiwan.

Antes de sua visita à China, o republicano disse que conversaria com Xi Jinping sobre a venda de armas à ilha. Isso representa uma mudança em relação à posição anterior de Washington de não consultar Pequim sobre o tema.

Posteriormente, o mandatário afirmou que não havia assumido nenhum compromisso com Xi sobre Taiwan e que tomaria uma decisão sobre a venda de armas "em um período de tempo relativamente curto".

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China lembrou nesta sexta-feira que a "oposição determinada (de Pequim) à venda de armas dos Estados Unidos para a região chinesa de Taiwan é sólida, clara e firme".

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