Um grupo de arqueólogos descobriu uma tumba com restos de cinco pessoas e oferendas cerimoniais com cerca de 600 anos de antiguidade na cidadela pré-inca de Kuélap, no nordeste do Peru, informou nesta quinta-feira (21) o Ministério da Cultura.

A descoberta ocorreu em uma área onde antes não existiam escavações sistemáticas, dentro de um dos setores de acesso a Kuélap, local conhecido como a "Machu Picchu da selva peruana" e situado na região Amazonas.

Os restos foram localizados em uma estrutura funerária de pedra em forma de ferradura erguida na parte superior de uma plataforma à qual se acessa após subir dois degraus, segundo as autoridades.

"No interior da estrutura foram encontrados os restos de cinco indivíduos: quatro adultos e uma criança", indicou o Ministério da Cultura em um comunicado.

No local também foram encontradas uma série de oferendas rituais, como objetos cerâmicos em forma de frutos e vegetais.

Uma das coisas que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi um pequeno osso alongado talhado com a forma de uma cabeça humana em uma das extremidades.

Ao lado dos restos ósseos, entre os quais era facilmente reconhecível um crânio de adulto e o de uma criança, foram encontrados fragmentos de pinças metálicas, almofarizes líticos e pedaços de conchas marinhas do gênero Spondylus.

Os objetos encontrados já apareceram em ritos funerários de cerca de 600 anos atrás, quando o Tahuantinsuyo, ou império inca, estava em sua fase de expansão, segundo os especialistas do Programa de Pesquisa Arqueológica e Interdisciplinar Kuélap (PRIAK), responsáveis pela descoberta.

Kuélap foi construída pelos nativos chachapoyas no século XI e encontrada por acaso em 1843, quando na região eram realizadas diligências para verificar territórios em disputa.

Ela é protegida por vegetação e uma densa neblina que se estende sobre o local. Quando os incas chegaram como conquistadores, viram os habitantes saindo de dentro da névoa. E os chamaram de chachapoyas: sacha, que significa floresta; e puyos, nuvens, em quéchua.

Os incas implantaram seus costumes. Em Kuélap, por exemplo, há uma pedra semelhante ao relógio solar Intihuatana de Machu Picchu. O local funcionou até o século XVI, após a invasão e conquista dos espanhóis.

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