Várias pessoas foram assassinadas em uma cidade no norte de Honduras controlada por grupos criminosos, informaram autoridades e moradores nesta quinta-feira (21).
Os eventos ocorreram na noite de quarta-feira no município de Trujillo (departamento de Colón), onde gangues rivais tomaram duas fazendas pertencentes a uma empresa privada de exploração de plantações de palmeiras africanas.
Vídeos exibidos por um canal de televisão regional mostram corpos ensanguentados espalhados por uma das fazendas.
"Por enquanto, o que vemos (nos vídeos) é uma cena horrível onde várias pessoas foram aparentemente executadas com armas de grosso calibre, provavelmente fuzis e espingardas", disse o ministro da Segurança, Gerzon Velásquez, a repórteres.
O ministro afirmou que o número de vítimas deste evento sem precedentes é desconhecido em uma área que, no entanto, está "em conflito há muitos anos".
Um morador disse à emissora TSI que viu até 17 corpos, presumivelmente de trabalhadores rurais. "Conseguimos contar 17 corpos sem nem mesmo procurar", declarou o homem, que não revelou sua identidade.
"Eles são agricultores, membros do Movimento Camponês de Rigores", disse Adilia Castro, uma líder comunitária da região, à AFP.
No entanto, o ministro afirmou que as autoridades enviadas ao local "não encontraram corpos". "Provavelmente foram removidos de lá por familiares ou pela própria organização criminosa", declarou.
O chefe de polícia de Trujillo, Carlos Rojas, explicou a um veículo de imprensa local que a vila de Rigores — onde os eventos ocorreram — é assolada por gangues que ocupam e exploram ilegalmente duas plantações de palmeiras africanas.
"Eles pertenciam a uma empresa e, com o tempo, foram tomando o controle das plantações. Esse dinheiro lhes permite adquirir armas para controlar a área", observou o policial.
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