A Federação Francesa de Tênis não considera aumentar a premiação de Roland Garros de 2026, que já foi elevada em comparação com 2025, afirmou a diretora do torneio, Amélie Mauresmo, nesta quinta-feira (21), em meio a protestos planejados pelas estrelas do circuito.
Às vésperas de uma reunião com representantes dos melhores tenistas do mundo, que exigem uma fatia maior da receita gerada pelos quatro torneios do Grand Slam, "não vamos ceder" em relação à premiação da edição de 2026 de Roland Garros, que começa neste domingo, afirmou Mauresmo durante o sorteio.
"Temos uma premiação que dobrou em dez anos e também aumentou consideravelmente nos últimos tempos", enfatizou a ex-tenista, "um pouco triste" com a indignação dos jogadores, que concordaram em encurtar suas entrevistas coletivas na sexta-feira para expressar seu descontentamento.
A número 1 do mundo, Aryna Sabalenka, não descartou um boicote aos torneios do Grand Slam no início de maio caso as reivindicações financeiras dos jogadores não fossem atendidas, e a diretora do torneio garantiu que leva todas as ameaças "a sério".
"Não estamos acostumados a levar na brincadeira o que vem dos jogadores e jogadoras", insistiu a ex-número 1 do mundo, campeã do Aberto da Austrália e de Wimbledon.
Antes da reunião de sexta-feira, organizada por iniciativa da FFT e sem representantes dos outros três principais torneios, segundo uma fonte próxima às negociações, "temos realmente a vontade de dialogar, de avançar e de reconhecer que cada um de nós deve dar um passo em direção ao outro".
"Estou confiante nas trocas que ocorrerão e nas que já ocorreram", continuou Mauresmo, visto que o conflito já dura mais de um ano.
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