A economia da zona do euro vai crescer menos e a inflação será consideravelmente mais elevada em 2026 do que o previsto, indicou a Comissão Europeia nesta quinta-feira (21).
O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deve ser 0,9% nos 21 países do bloco, anteriormente estimado em 1,2%.
Essas previsões mais pessimistas decorrem da disparada dos preços do petróleo e da energia devido à guerra no Oriente Médio. A inflação deve chegar a 3%, frente ao 1,9% esperado.
"O conflito no Oriente Médio provocou um grave choque energético, o que coloca ainda mais à prova a Europa, que já enfrenta um ambiente geopolítico e comercial instável", reconheceu o comissário de Economia, Valdis Dombrovskis.
O diagnóstico foi confirmado pelo índice PMI da S&P Global, que aponta uma aceleração da contração da atividade no setor privado em maio.
Para 2027, a Comissão Europeia espera uma modesta melhora, com um crescimento de 1,2% (0,2 abaixo do previsto), graças a uma desaceleração da inflação para 2,3%, perto da meta do Banco Central Europeu de 2%.
Essas previsões, no entanto, são frágeis, já que a trajetória da economia dependerá da evolução da situação no Oriente Médio, ainda muito incerta.
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