A China denunciou nesta quinta-feira (21) o "abuso dos meios judiciais", depois que os Estados Unidos indiciaram, na quarta-feira, o ex-presidente de Cuba Raúl Castro pela derrubada de dois aviões em 1996.
"A China sempre se opôs firmemente às sanções unilaterais ilegais, que carecem de fundamento no direito internacional e (...) se opõe ao abuso dos meios judiciais. Se opõe às pressões exercidas por forças externas contra Cuba, sob qualquer pretexto", declarou à imprensa o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, ao ser questionado sobre as acusações apresentadas pelos Estados Unidos.
"Os Estados Unidos deveriam parar de brandir o bastão das sanções e o bastão judicial contra Cuba e parar de ameaçar com o uso da força a cada passo", afirmou Guo Jiakun, acrescentando que "a China apoia firmemente Cuba na defesa de sua soberania e dignidade nacionais e se opõe à interferência externa".
Raúl Castro, de 94 anos, foi indiciado pelo assassinato de quatro pessoas, conspiração para matar cidadãos americanos e destruição de aeronaves em 1996, quando era ministro da Defesa.
As acusações representam um aumento na pressão que Washington exerce sobre a ilha comunista.
Trump qualificou na quarta-feira a acusação como um "momento muito importante", mas minimizou as perspectivas de adoção de medidas contra Cuba, cuja economia enfrenta uma crise cada vez mais profunda devido ao bloqueio de petróleo dos Estados Unidos.
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