A mineradora canadense Sherritt, que suspendeu suas operações em Cuba devido a sanções americanas, informou nesta quarta-feira (20) que negocia a venda majoritária de suas ações a uma empresa dos Estados Unidos, propriedade de um ex-assessor de Donald Trump.
Em 8 de maio, a companhia anunciou sua retirada de Cuba algumas horas antes de o secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciar sanções contra a empresa mista General Nickel Company S.A., formada pela Sherritt e pelo Estado cubano.
No entanto, na terça-feira, a companhia que explorava níquel e cobalto desde os anos 1990 na mina de Moa, localizada na província cubana de Holguín, no leste do país, informou a decisão de reverter a liquidação de seus ativos na ilha.
No comunicado divulgado nesta quarta-feira, a Sherritt informou que negocia com o grupo americano Gillon Capital.
Trata-se de um grupo de investimentos pertencente à família Ray Washburne, executivo americano que foi presidente da Overseas Private Investment Corporation (OPIC), instituição financeira de desenvolvimento do governo dos Estados Unidos, durante o primeiro mandato de Trump (2017-2021).
Se as negociações forem concretizadas, a empresa americana poderá se tornar a acionista majoritária da Sherritt, com 55% das ações.
A empresa canadense informou que Washington não se opõe, por enquanto, às conversas, mas qualquer acordo final deverá ser aprovado pelos Estados Unidos.
"A Sherritt manteve um diálogo construtivo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, que confirmou que nem o Departamento de Estado nem o Departamento do Tesouro se opõem às negociações da Gillon Capital com a Corporação", destaca em um comunicado.
Além da mina de Moa, a Sherritt possui ativos na Energas S.A., uma empresa mista cubana criada para processar gás natural bruto e produzir eletricidade, assim como participações em atividades de perfuração petrolífera na ilha.
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