O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira (20), sanções contra mais de uma dúzia de chefões do tráfico de drogas e empresas supostamente ligadas ao cartel mexicano de Sinaloa, acusadas de lavagem de dinheiro relacionada ao tráfico de fentanil.

Os dois principais indivíduos sancionados são Armando Ojeda Avilés, acusado de ser o principal responsável pela lavagem de dinheiro, e o narcotraficante Jesús "Chuy" González Peñuela, por quem uma recompensa de 5 milhões de dólares (25 milhões de reais, na cotação atual) foi oferecida desde janeiro de 2024. 

A lista de sanções, divulgada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês), também inclui Jesús Alonso Aispuro, considerado o chefe financeiro da rede, e Rodrigo Alarcón Palomares, que supostamente supervisionava uma rede de coleta de dinheiro nos Estados Unidos. 

Parentes desses narcotraficantes também foram sancionados por administrar uma empresa de segurança, o Grupo Especial Mamba Negra, e um restaurante em Chihuahua (norte do México), o Gorditas Chiwas.

O cartel de Sinaloa foi declarado uma organização narcoterrorista por decreto presidencial de Donald Trump no ano passado e tornou-se um dos principais alvos das autoridades policiais dos EUA. 

Duas semanas atrás, a Procuradoria do Distrito Sul de Nova York indiciou o governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, juntamente com outras nove pessoas próximas a ele, por trabalharem para o cartel, o que gerou tensões com o governo da presidente mexicana, Claudia Sheinbaum. 

O governador renunciou ao cargo, enquanto dois de seus assessores, o secretário de Finanças e o secretário de Segurança Pública, se entregaram às autoridades americanas.

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