O enviado dos Estados Unidos para a Groenlândia, Jeff Landry, elogiou o desejo de independência do território autônomo durante sua visita a esta ilha dinamarquesa, cobiçada pelo presidente americano Donald Trump, em uma entrevista publicada nesta quarta-feira (20).

"Acredito que existem oportunidades incríveis que realmente podem permitir aos groenlandeses passar da dependência à independência", declarou Landry ao jornal groenlandês Sermitsiaq. 

"Acredito que o presidente dos Estados Unidos quer ver o país se tornar economicamente independente. E acredito que isso é possível", acrescentou o governador da Louisiana, destacando que se reuniu com ex-dirigentes políticos e empresários da Groenlândia.

Landry, que chegou à ilha no domingo, teve uma reunião na segunda-feira com o chefe do governo groenlandês, Jens Frederik Nielsen, que qualificou o encontro como uma "visita de cortesia", sem avanços concretos.

"Temos a nossa linha vermelha", insistiu o ministro das Relações Exteriores da ilha, Mute Egede, presente durante a reunião.

Para os EUA, a "única" linha é "vermelha, branca e azul", afirmou o enviado americano, em referência à bandeira dos Estados Unidos. 

"O presidente está firmemente decidido a garantir que os países do hemisfério ocidental contem com os dispositivos de segurança adequados e com oportunidades econômicas que criem e fortaleçam os vínculos com os Estados Unidos", declarou a Sermitsiaq. 

"A questão agora é saber se desejam uma Groenlândia mais independente. Mais autonomia? Mais oportunidades para seus filhos? Melhor acesso à assistência à saúde?", indagou.

Sua visita dará origem a um relatório destinado ao presidente Trump.

Desde o início do ano, um grupo de funcionários de alto escalão dinamarqueses, groenlandeses e americanos discute sobre a ilha ártica para "encontrar uma solução", sobretudo em questões de segurança, lembrou recentemente Nielsen à imprensa.

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