O Reino Unido anunciou uma flexibilização de suas sanções contra a Rússia ao autorizar nesta quarta-feira (20) as importações de diesel e querosene refinados a partir de petróleo russo em países terceiros, enquanto a oposição ao governo trabalhista criticou a decisão.

Esta revogação, decidida por um dos aliados mais fiéis da Ucrânia, entra em vigor nesta quarta-feira e foi publicada na noite de terça-feira no site oficial do governo.

A revogação foi apresentada como uma medida destinada a melhorar o poder aquisitivo dos consumidores britânicos, afetados, como o resto do mundo, pelo aumento dos preços dos combustíveis devido à guerra no Irã.

Concretamente, a medida autoriza as importações de diesel e querosene refinados a partir de petróleo russo em países terceiros "por um período indefinido". 

A autorização será revisada periodicamente.

O governo britânico também suspendeu algumas sanções que afetavam o transporte de Gás Natural Liquefeito (GNL) russo.

Durante a tradicional sessão semanal de perguntas e respostas na Câmara dos Comuns, o primeiro-ministro trabalhista, Keir Starmer, enfraquecido pela derrota eleitoral de seu partido nas eleições locais no início de maio, se viu obrigado a dar explicações.

O primeiro-ministro reconheceu a autorização "a curto prazo" de "duas licenças específicas" com o objetivo de "proteger os consumidores britânicos".

Ao flexibilizar suas sanções, o Reino Unido segue o exemplo dos Estados Unidos, que havia anunciado na segunda-feira uma prorrogação de 30 dias de sua própria isenção, que autoriza a compra de petróleo russo armazenado no mar.

O governo britânico decidiu sancionar Moscou após a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022.

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