O veículo de um senador foi alvo de disparos nesta terça-feira (19) por rebeldes da extinta guerrilha das Farc em uma conflituosa região da Colômbia, informou o presidente Gustavo Petro.
Após alertas de segurança, o senador governista Alexander López se deslocava em outro carro, à frente de seu veículo habitual, que foi atingido por tiros em uma estrada do Cauca (sudoeste).
O ataque ocorreu a "um quilômetro" do local em que um atentado a bomba dos guerrilheiros deixou 21 civis mortos no fim de abril, segundo o presidente.
"O carro blindado do senador Alexander López foi metralhado por fuzis disparados pelo grupo armado do narcotráfico dirigido por Iván Mordisco", disse o esquerdista Petro no X. Ele também afirmou que o carro de um prefeito da região "foi atacado".
"Acabaram de tentar sequestrar o senador", acrescentou o presidente durante um ato público em Bogotá, a capital.
A Colômbia vive sua pior onda de violência desde a assinatura do acordo de paz em 2016 e às vésperas das eleições presidenciais de 31 de maio, com uma campanha marcada por atentados, assassinatos e sequestros.
O Cauca possui uma extensa área de cultivos de drogas e é um dos principais redutos dos dissidentes das Farc sob ordens de Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país, que rejeitou o acordo de paz.
Foi lá também que a candidata a vice-presidente Aida Quilcué, companheira de chapa do esquerdista Iván Cepeda, favorito nas pesquisas para as eleições presidenciais, foi sequestrada por algumas horas em fevereiro.
No país, é comum que grupos armados espalhem terror com ataques em períodos eleitorais para tentar influenciar as eleições.
Petro tentou sem sucesso negociar a paz com os grupos armados do país, que aumentaram seus efetivos nos últimos anos.
Os candidatos mais bem posicionados da direita, Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, criticam a política de paz de Petro e prometem mão dura contra os grupos ilegais.
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