O Senado dos Estados Unidos avançou, nesta terça-feira (19), com uma resolução simbólica, porém politicamente contundente, destinada a exigir do governo a retirada das forças americanas envolvidas no conflito com o Irã.

Quatro senadores republicanos se juntaram aos democratas nessa votação de procedimento, que deverá resultar em uma votação final em data ainda a ser definida.

A medida, que constituiria uma reprimenda incomum em tempos de guerra a um comandante-chefe em exercício, superou uma etapa processual crucial.

É a primeira vez que uma das câmaras do Congresso impulsiona uma legislação destinada a limitar as operações militares de Trump contra Teerã desde o início da guerra, há mais de 11 semanas.

Mas ela ainda precisa passar por uma votação final e, mesmo assim, enfrentaria obstáculos na Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, que já rejeitaram iniciativas semelhantes. E quase certamente seria vetada por Trump caso chegasse à sua mesa.

A votação evidenciou a crescente inquietação dentro do partido do presidente à medida que o conflito se aproxima do seu terceiro mês.

A guerra está esgotando os estoques de armamentos dos Estados Unidos, levantando dúvidas sobre a preparação militar americana e elevando as estimativas oficiais de custos, que já ultrapassam 30 bilhões de dólares (151 bilhões de reais) até o momento.

A resolução exigiria que o governo interrompesse a ação militar contra o Irã, a menos que ela fosse autorizada pelo Congresso, invocando a Lei dos Poderes de Guerra de 1973.

"Este presidente é como uma criança pequena brincando com uma arma carregada", disse o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, antes da votação.

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