A operadora do cruzeiro afetado por um surto de hantavírus que já deixou três mortos afirmou que o vírus provavelmente foi introduzido antes do embarque de seus passageiros e que não se originou no navio.
O MV Hondius, operado pela empresa holandesa Oceanwide Expeditions, recebeu atenção mundial devido à morte de três passageiros por hantavírus, um vírus pouco frequente e para o qual não há vacinas nem tratamentos específicos.
"Os indícios apontam firmemente que o vírus foi introduzido antes do embarque e não se originou na própria embarcação", afirmou o diretor-executivo da Oceanwide Expeditions, Rémi Bouysset.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem insistido que não há risco de uma pandemia semelhante à da covid-19 por causa do surto, e tem enfatizado que o contágio é muito raro.
O navio atracou em Roterdã na segunda-feira. A tripulação remanescente a bordo ficará em quarentena por várias semanas, monitorada por dois médicos a bordo. Segundo a Oceanwide Expeditions, todos os que continuam no navio estão assintomáticos.
Há sete pacientes com hantavírus confirmados, além de outro caso provável, segundo um levantamento da AFP a partir de fontes oficiais.
Os infectados têm a cepa Andes, a única variante do hantavírus que pode ser transmitida entre humanos. Ele é endêmico na Argentina, onde a viagem começou em 1º de abril.
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