O comandante-em-chefe da Otan na Europa declarou, nesta terça-feira (19), que a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar 5.000 soldados da Alemanha não afeta as capacidades de defesa da aliança. 

"Gostaria de enfatizar que esta decisão não afeta a viabilidade dos nossos planos regionais", disse a jornalistas o general americano Alexus Grynkewich, comandante supremo da Otan na Europa.

"À medida que os aliados fortalecem suas capacidades, os Estados Unidos podem retirar recursos e utilizá-los para outras prioridades globais, por isso estou muito tranquilo com a situação atual", acrescentou. 

A decisão de Washington, anunciada no início deste mês, ocorreu após um desentendimento entre Trump e o chanceler alemão, Friedrich Merz, sobre a guerra no Irã. 

Embora essa medida tenha surpreendido os aliados dos EUA, o governo Trump já havia alertado os europeus que seu país desejava retirar tropas do continente para se concentrar em ameaças em outras partes do mundo. 

Grynkewich não especificou um prazo, afirmando que seria um processo que duraria "vários anos". 

Os membros europeus da Otan minimizaram o impacto da retirada americana, mas esse anúncio alimentou preocupações sobre o compromisso de Trump com a aliança militar, depois que o presidente criticou a resposta de seus aliados no continente à guerra no Irã e ameaçou abandonar o pacto de defesa.

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