O Departamento de Estado dos Estados Unidos instou veementemente nesta terça-feira (19) os cidadãos americanos a não viajarem para a República Democrática do Congo (RDC), Sudão do Sul e Uganda, diante da crescente preocupação com um surto mortal de ebola na região.
O departamento atribuiu a esses três países da África Central o seu nível mais alto de alerta de viagem — "Nível 4: Não viajar" — e também pediu a seus cidadãos que "reconsiderem viajar" para a vizinha Ruanda.
O anúncio foi feito um dia após as autoridades de saúde dos Estados Unidos anunciarem controles reforçados em aeroportos para viajantes provenientes das áreas afetadas pelo surto e suspenderem temporariamente alguns procedimentos de concessão de vistos.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) afirma que o risco para o território americano continua baixo, mas trabalha para retirar da RDC um médico americano que contraiu o vírus e outras seis pessoas, para serem monitoradas.
Autoridades alemãs disseram nesta terça-feira que estavam preparadas para receber o médico doente.
Pessoas sem passaporte americano que tenham viajado para Uganda, RDC ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias terão sua entrada nos Estados Unidos restringida, de acordo com o CDC.
O centro também informou que está intensificando seus esforços para ajudar a RDC com especialistas técnicos.
Ainda não foi comprovada a eficácia de nenhuma vacina nem tratamento contra a cepa de ebola que está no centro desse último surto.
As autoridades americanas evitam responder a perguntas sobre até que ponto os cortes na Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) podem ter dificultado os trabalhos de vigilância e podem estar atrapalhando a resposta à situação atual.
O CDC enfatizou que trabalha com parceiros internacionais, e o Departamento de Estado afirmou que está mobilizando 13 milhões de dólares (65,11 milhões de reais) em ajuda.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse estar "preocupado" com o surto, mas, segundo ele, "por enquanto está confinado à África".
No último meio século, estima-se que cerca de 15.000 pessoas tenham morrido em decorrência de diversas cepas do vírus, cuja taxa de letalidade pode chegar a 90%.
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