As autoridades mexicanas congelaram de "forma preventiva" as contas do governador procurado por narcotráfico nos Estados Unidos, informou a presidente Claudia Sheinbaum, que pediu provas contundentes antes de agir contra o funcionário.

Sheinbaum pertence ao partido esquerdista Morena, o mesmo do governador Rubén Rocha, que se afastou provisoriamente do cargo de governador de Sinaloa depois que a Procuradoria de Nova York solicitou sua prisão e deportação.

Dois ex-funcionários de Rocha se entregaram na semana passada às autoridades americanas. O paradeiro do governador é desconhecido.

Sheinbaum disse em entrevista coletiva que o congelamento das contas de Rocha foi feito de "forma preventiva". "Como há uma ordem de prisão nos Estados Unidos, os bancos daqui, por terem relação com os bancos de lá, [fazem isso] de forma automática, preventiva", acrescentou.

A Unidade de Inteligência Financeira, órgão investigador da Secretaria da Fazenda, emitirá um comunicado mais detalhado nas próximas horas, acrescentou a presidente.

Rocha governava Sinaloa desde 2021 e refuta de maneira "categórica e absoluta" as acusações contra ele.

"Se houver provas, que a Procuradoria aja", indicou Sheinbaum. "Não temos nada, absolutamente nada, a esconder e não fazemos nenhum pacto de nenhum tipo, nem com criminosos, nem de colarinho branco, nem com criminosos comuns, nem com o crime organizado", prosseguiu.

O cartel de Sinaloa é um dos seis grupos mexicanos de narcotráfico designados como organizações terroristas pelo presidente americano, Donald Trump. Foi liderado pelo temido chefe do narcotráfico Joaquín "Chapo" Guzmán até 2016, quando foi capturado e depois extraditado aos Estados Unidos.

Atualmente, ele cumpre prisão perpétua.

Duas facções dessa máfia - uma delas formada pelos filhos do chefe do narcotráfico, os "Chapitos" - travam uma guerra interna que deixou milhares de mortos no estado.

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