Um ex-assessor do presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, foi solto sob fiança nesta segunda-feira (18) após pagar 3 milhões de dólares (R$ 15,2 milhões) no âmbito de uma investigação por corrupção que abalou o país.

Andrii Yermak é ex-chefe de gabinete e foi o assessor mais próximo de Zelensky desde o início da invasão russa até sua renúncia, em novembro de 2025, quando foi vinculado a um escândalo de corrupção de vários milhões de dólares.

Um porta-voz judicial disse à AFP que o político, de 56 anos, pagou a fiança fixada na semana passada em 140 milhões de grívnias, cerca de 3,2 milhões de dólares (R$ 16,2 milhões), e seria colocado em liberdade à espera do julgamento.

Investigações de grande repercussão por corrupção provocaram a saída de altos funcionários do governo ucraniano, incluindo um ex-ministro da Defesa.

No entanto, a comparecimento de Yermak a um tribunal na semana passada levantou questionamentos sobre o alcance e a magnitude da corrupção nas mais altas esferas do poder.

Yermak agradeceu nas redes sociais a quem contribuiu para o pagamento de sua fiança e prometeu demonstrar sua inocência perante a Justiça.

"Respeito a lei e continuarei defendendo minha posição e minha reputação exclusivamente por vias legais. Não fugi para lugar nenhum nem tenho intenção de fazer isso", escreveu no Telegram.

Na semana passada, Yermak afirmou ao tribunal que não tinha dinheiro suficiente para pagar a fiança, mas disse que pediria ajuda a "conhecidos e amigos".

A Promotoria acusou Yermak de lavagem de dinheiro em grande escala por meio da construção de um condomínio de luxo nos arredores de Kiev.

Um tribunal havia indicado anteriormente que Yermak estaria sujeito a restrições após sua libertação: deverá solicitar permissão para deixar Kiev, entregar seu passaporte e usar um dispositivo de monitoramento eletrônico.

Antes de sua renúncia, Yermak era considerado a segunda pessoa mais poderosa da Ucrânia e acompanhava Zelensky em suas visitas aos Estados Unidos e a capitais europeias.

A Ucrânia foi abalada por vários escândalos de corrupção de grande repercussão durante a guerra, e o governo recebeu a tarefa de combater a corrupção e aplicar reformas para poder ingressar em organizações internacionais como a União Europeia.

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