Nigéria e Estados Unidos executaram novos ataques contra jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) no nordeste do país africano, informou o Exército americano nesta segunda-feira (18).
No sábado, os dois países anunciaram que mataram, em uma operação conjunta, Abu Bilal al Minuki, um líder do EI descrito como o segundo na cadeia de comando global do grupo, que era alvo de sanções americanas desde 2023.
O norte da Nigéria, o país mais populoso da África, enfrenta a violência de grupos jihadistas e de quadrilhas de criminosos, chamadas localmente de "bandidos", que atacam vilarejos com frequência e organizam sequestros em massa para extorquir os moradores.
Os ataques mais recentes das forças nigerianas e americanas aconteceram no domingo, informou o Comando África dos Estados Unidos (Africom) em um comunicado.
"Os serviços de inteligência confirmaram que os alvos eram combatentes do ISIS. Avaliações detalhadas estão em curso. Não houve vítimas entre as forças americanas e nigerianas", afirmou o Africom, utilizando a sigla em inglês para EI.
Desde 2009, a insurgência jihadista liderada pelo Boko Haram e, posteriormente, por seu grupo rival, o ISWAP (Estado Islâmico na África Ocidental), provocou dezenas de milhares de mortes e deixou milhões de deslocados na Nigéria.
A intensificação dos ataques e dos sequestros nos últimos meses provocou críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que os cristãos da Nigéria estavam sendo perseguidos.
O governo nigeriano rejeita a acusação e insiste que cristãos e muçulmanos são vítimas da violência na mesma medida.
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