O chefe do braço armado do Hamas morreu na sexta-feira (15) em Gaza em um ataque do Exército israelense, anunciaram neste sábado (16) as Forças de Defesa de Israel e o movimento islamista palestino.
"O Exército e a agência de segurança interna anunciam que ontem (sexta-feira), em um ataque de precisão na área da Cidade de Gaza, o terrorista Ezedin Al Hadad foi eliminado", informaram as Forças Armadas israelenses.
Dois dirigentes do Hamas confirmaram à AFP a morte de Al Hadad.
"Ezedin Al Hadad foi assassinado ontem em um ataque israelense contra um apartamento e um veículo civil na Cidade de Gaza", disse um dirigente do Hamas. Um integrante do braço armado do movimento confirmou o falecimento.
O Ministério da Defesa de Israel afirmou que Al Hadad foi "um dos principais arquitetos do massacre de 7 de outubro de 2023", quando mais de 1.200 pessoas morreram no território israelense, vítimas do ataque surpresa do Hamas.
O governo israelense também o acusava de ser responsável pelo sequestro de civis e soldados no mesmo dia. O Hamas tomou 251 reféns em 7 de outubro de 2023.
O ataque desencadeou uma guerra, na qual a campanha de retaliação israelense devastou a Faixa de Gaza, onde vivem mais de dois milhões de palestinos, e matou mais de 72.000 pessoas, segundo o Ministério da Saúde do território, que atua sob autoridade do Hamas e cujos números são considerados confiáveis pela ONU.
Os últimos 20 reféns vivos recuperaram a liberdade em outubro do ano passado, poucos dias após a entrada em vigor de um cessar-fogo entre Israel e Hamas, aplicado sob pressão dos Estados Unidos.
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