Cuba conseguiu religar, nesta sexta-feira (15), toda a sua rede elétrica nacional após um apagão que na véspera deixou sem luz sete das 15 províncias da ilha, submetida a um bloqueio de combustível pelos Estados Unidos.

"Fica restabelecido o Sistema Eletro-energético Nacional", informou à tarde a empresa elétrica nacional UNE. No entanto, os apagões programados continuam devido à capacidade limitada de geração de eletricidade no país.

Enquanto isso, a usina termelétrica Antonio Guiteras, a cerca de 100 km da capital e a mais importante da ilha, permanece fora de serviço por causa de uma avaria.

Havana responsabiliza Washington pela situação "particularmente tensa" de sua rede elétrica, afetada por apagões prolongados devido à escassez de combustível. Já o governo americano afirma que a crise atual é resultado de uma má gestão interna em Cuba.

Desde que a administração do presidente americano, Donald Trump, impôs um bloqueio petrolífero a Cuba, em janeiro, os Estados Unidos só permitiram a chegada de um navio russo com 100.000 toneladas de petróleo, que já "se esgotaram", segundo o governo comunista.

A ilha de 9,6 milhões de habitantes não dispõe de reservas de diesel ou de óleo combustível, o que agravou a situação da geração de energia e fez os apagões se intensificarem, passando de 20 horas na capital e chegando a dias inteiros nas províncias.

Os apagões reiterados provocaram protestos nas últimas noites na capital, com panelaços e a queima de latas de lixo.

Nesta sexta, também entrou em vigor no país uma medida do governo que estabelece preços variáveis para a venda de combustível em dólares nos postos de gasolina estatais, a maioria inoperante por falta de combustível.

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