O ex-secretário de Segurança do estado mexicano de Sinaloa foi preso no Arizona e transferido para Nova York para responder a acusações de narcotráfico e tráfico de armas, de acordo com documentos judiciais americanos consultados nesta sexta-feira (15) pela AFP.

Gerardo Mérida Sánchez, de 66 anos, foi preso na segunda-feira, apresentado a um juiz e imediatamente transferido para Nova York, onde ingressou em uma prisão federal no Brooklyn, segundo um registro do Escritório Federal de Prisões.

O governo mexicano afirmou em uma mensagem na rede social X que o ex-funcionário entrou nos Estados Unidos pelo posto fronteiriço de Nogales na segunda-feira, 11 de maio.

A prisão faz parte das investigações da promotoria federal do Distrito Sul de Nova York, que acusou o atual governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, Mérida Sánchez e outras oito pessoas de trabalhar com o Cartel de Sinaloa para distribuir "quantidades massivas" de narcóticos nos Estados Unidos.

O governador negou de forma "categórica e absoluta" as acusações de narcotráfico.

Rocha Moya governa Sinaloa desde 2021, estado onde duas facções do cartel homônimo travam uma guerra mortal que deixou milhares de mortos.

O Cartel de Sinaloa é um dos seis grupos mexicanos de narcotráfico designados como organizações terroristas estrangeiras pelo governo do presidente Donald Trump.

O México pediu ao governo Trump provas conclusivas dessas acusações de narcotráfico contra o governador, que é uma das figuras políticas de maior peso dentro do partido governista de esquerda Morena.

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