A Guarda Revolucionária iraniana está permitindo a passagem de mais navios pelo Estreito de Ormuz, cujo tráfego foi praticamente bloqueado pelo Irã desde o início da guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro, afirmou nesta sexta-feira (15) a televisão estatal.
Por essa via marítima estratégica transitava, antes do conflito, cerca de um quinto dos hidrocarbonetos consumidos no mundo.
Na quinta-feira, a emissora havia indicado que autorizou a passagem de mais de 30 embarcações pelo estreito nas 24 horas anteriores, e a agência estatal Tasnim informou que "vários barcos chineses" conseguiram cruzá-lo.
"Agora, mais navios podem passar pelo Estreito de Ormuz, sob a coordenação das forças navais do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica", declarou um jornalista da televisão estatal na cidade costeira de Bandar Abbas, no sul do Irã.
"Isso indica que muitos países aceitaram os novos protocolos jurídicos que o Irã e as forças navais [da Guarda Revolucionária] instauraram nesta região e no Estreito de Ormuz", acrescentou.
O Parlamento iraniano, por sua vez, examina propostas para reforçar o controle nessa via. Em 23 de abril, seu vice-presidente, Hamidreza Hajibabaei, disse que Teerã já havia recebido as primeiras receitas do pedágio que está cobrando no estreito.
O controle exercido pelo Irã no Estreito de Ormuz constitui um dos principais pontos de discórdia nas negociações entre Washington e Teerã para pôr fim à guerra.
Em resposta ao bloqueio quase total imposto pela República Islâmica no estreito, os Estados Unidos aplicam, por sua vez, um bloqueio naval aos portos iranianos desde meados de abril.
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