O estado do Texas executou na quinta-feira (14) o condenado número 600 desde 1982, depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou o argumento de que o condenado não poderia ser submetido à pena de morte devido à deficiência intelectual.

Edward Lee Busby Jr. foi declarado morto após receber a injeção letal pelo assassinato, em 2004, de Laura Lee Crane, uma professora universitária aposentada de 77 anos. 

Em sua última declaração, ele pediu desculpas à própria família e à família de Crane e solicitou perdão, segundo uma transcrição divulgada pelo Departamento de Justiça Criminal do Texas. 

"A senhora Crane era uma mulher encantadora, nunca quis que nada de ruim acontecesse com ela. Sinto muitíssimo", afirmou.

Os advogados de Busby tentaram impedir a execução e alegaram que o réu tinha uma deficiência intelectual.

Na quinta-feira, no entanto, a Suprema Corte dos Estados Unidos, de maioria conservadora, revogou a suspensão da execução determinada por um tribunal de instância inferior.

Busby se tornou o 12º condenado executado no Texas desde o início do ano. 

Desde 1982, quando o estado retomou a aplicação da pena capital após uma moratória nacional, 600 pessoas foram submetidas à pena capital.

A pena de morte foi abolida em 23 dos 50 estados dos Estados Unidos, enquanto outros três — Califórnia, Oregon e Pensilvânia — aplicam moratórias.

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