O Equador militarizou nesta quinta-feira (14) uma cidade portuária considerada centro de envio de drogas e de operações de máfias que extorquem pescadores na província de El Oro, na fronteira com o Peru, informou o ministro da Defesa, Gian Carlo Loffredo.
O deslocamento das Forças Armadas nas ruas faz parte da política de mão de ferro contra o crime implementada pelo governo do presidente Daniel Noboa, criticada por organismos de direitos humanos devido a denúncias de abusos por parte dos agentes.
Em helicópteros e lanchas, cerca de 1.000 militares e 300 policiais foram distribuídos em Puerto Bolívar, sudoeste do país, em meio a um toque de recolher noturno em vigor em nove províncias, incluindo El Oro.
Cerca de "1.600 casas serão revistadas ao longo dos próximos três dias", disse Loffredo em um vídeo divulgado pelo Ministério da Defesa.
Ele acrescentou que "o objetivo desta operação é controlar totalmente o território" e "recuperar Puerto Bolívar", uma cidade onde funciona um terminal portuário de mesmo nome.
Puerto Bolívar é centro de disputa entre grupos criminosos dedicados ao envio de drogas para a América do Norte e a Europa. Nesta zona conturbada foram registrados corpos decapitados, ataques armados e explosões.
"Aqui temos pessoas que estão tentando controlar o porto para o envio de drogas. Temos embarcações que também saem para extorquir pescadores. Existe aqui uma economia ilegal bastante complexa", explicou Loffredo.
Apesar dos frequentes estados de exceção e toques de recolher, a violência no Equador não cessa. O país registrou no ano passado o recorde de 51 assassinatos por cada 100.000 habitantes, segundo o InSight Crime.
Pelo Equador, estrategicamente localizado no Pacífico oriental, circulam 70% da cocaína de seus vizinhos Colômbia e Peru, os maiores produtores mundiais dessa droga.
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