O centro de previsão climática dos Estados Unidos (CPC) anunciou, nesta quinta-feira (14), que o El Niño tem "probabilidades de surgir em breve" e pode alcançar níveis "muito intensos" neste ano. 

Trata-se da previsão mais recente sobre esse fenômeno de origem natural que pode agravar os efeitos das mudanças climáticas e deixar populações vulneráveis diante de condições meteorológicas extremas em todo o mundo. 

Cientistas da NOAA, agência nacional de meteorologia, indicam em seu último boletim mensal que existe 82% de probabilidade de que surja entre maio e julho e se prolongue até o próximo ano. 

Além disso, há atualmente uma probabilidade superior a 50% de que se torne "intenso" ou "muito intenso" em algum momento entre setembro e novembro, segundo gráficos da NOAA. 

No entanto, os cientistas advertiram que, "embora a confiança na ocorrência do El Niño tenha aumentado desde o mês passado, ainda existe uma incerteza substancial em relação à intensidade máxima que alcançará". 

Eles também destacam que "os eventos de maior intensidade nem sempre acarretam impactos meteorológicos e climáticos mais significativos", embora "os eventos mais fortes possam aumentar a probabilidade de que determinados efeitos ocorram". 

O El Niño, que se manifesta aproximadamente a cada dois a sete anos, constitui uma das fases de um ciclo climático natural que afeta as temperaturas do Oceano Pacífico e os ventos alísios. 

Ele influencia o clima em escala global e aumenta a probabilidade de secas, chuvas torrenciais e outros fenômenos climáticos extremos. 

Além disso, acrescenta calor ao planeta que já está mais aquecido devido à queima de combustíveis fósseis. 

O último episódio de El Niño contribuiu para que 2024 e 2023 fossem, respectivamente, o primeiro e o segundo ano mais quentes já registrados.

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