O governo colombiano realocará cerca de 600 guerrilheiros e narcotraficantes desarmados para zonas especiais dentro do país, onde estarão a salvo de perseguição militar, para negociar sua desmobilização a poucas semanas das eleições presidenciais.
Com menos de três meses para deixar o poder em 7 de agosto, Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda do país, enfrenta dificuldades para cumprir sua política de "paz total", que incluía o compromisso de desmobilizar todas as organizações criminosas.
O presidente negocia atualmente apenas com o poderoso cartel de drogas Clã do Golfo e alguns grupos guerrilheiros menores.
Na noite de quarta-feira, ele anunciou que havia autorizado o trânsito de membros dessas organizações para áreas designadas, onde se reunirão para dar continuidade às negociações.
O advogado do Clã do Golfo, que negocia com o governo do Catar, disse à Blu Radio nesta quinta-feira que cerca de 500 "combatentes" do grupo, que conta com quase 10.000 membros, serão enviados para essas regiões em troca de "garantias de segurança jurídica e pessoal".
Na semana passada, o governo solicitou à Procuradoria a revogação dos mandados de prisão contra o líder do clã, vulgo "Chiquito Malo", e outros 28 membros, para que pudessem viajar para as áreas designadas ao grupo no norte do país.
Mas a Procuradoria recusou o pedido, em meio a relatos da imprensa sobre o descontentamento dos Estados Unidos com a solicitação, visto que o chefão do narcotráfico é procurado pelas autoridades americanas.
Petro afirmou na quarta-feira que aqueles com pedido de extradição não terão permissão para entrar nessas zonas especiais.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
das/lv/mar/aa-jc