Do 'Rei' Pelé a Diego Maradona, incluindo Zinedine Zidane, Lionel Messi e Ronaldo Fenômeno, a Copa do Mundo coroou, ao longo de sua história, imensas lendas do futebol.
O time de lendas das Copas:
Gordon Banks - Cafu, Franz Beckenbauer, Fabio Cannavaro, Roberto Carlos - Zinedine Zidane, Iniesta, Maradona - Pelé, Messi, Ronaldo Nazário.
- Gordon Banks (Inglaterra) -
Goleiro de clubes modestos (como Leicester e Stoke), o inglês — campeão da Copa do Mundo de 1966 — é, acima de tudo, célebre por uma defesa milagrosa diante de Pelé em 1970, eternizada na história graças ao veredito do 'Rei': "Hoje eu marquei um gol, mas Banks o defendeu".
- Cafu e Roberto Carlos (Brasil) -
Os dois brasileiros revolucionaram juntos a posição de lateral, potencializando o aspecto ofensivo de sua função. No que diz respeito aos títulos de Copa do Mundo, o retrospecto de Cafu é mais extenso, já que ele conquistou o torneio tanto em 1994 quanto em 2002. Roberto Carlos venceu apenas a edição de 2002, realizada na Coreia do Sul e no Japão, na qual Cafu atuou como capitão. Os dois perderam juntos a final de 1998 para a França.
- Franz Beckenbauer (Alemanha) -
Considerado por muitos o inventor da posição de líbero, o 'Kaiser' Franz deixou para trás uma das imagens mais imortais da Copa do Mundo ao terminar a 'Partida do Século', a semifinal de 1970, perdida por 4 a 3 para a Itália na prorrogação, com o braço em uma tipoia.
Ele ergueu o troféu quatro anos depois, jogando em casa, quando o pragmatismo da 'Mannschaft' superou o romantismo da Holanda de Johan Cruyff, a quem derrotou por 2 a 1 na final.
- Fabio Cannavaro (Itália) -
O arquétipo do zagueiro italiano — perfeitamente posicionado, sempre totalmente focado e um tanto implacável quando necessário —, Fabio Cannavaro capitaneou a Itália rumo à vitória na Copa do Mundo de 2006 (empate em 1 a 1 nos 120 minutos e 5 a 3 nos pênaltis contra a França na final) e se tornou o símbolo da equipe, graças ao seu excepcional espírito competitivo.
- Zinédine Zidane (França) -
Ele entrou para a história graças a dois gols... e saiu com um cartão vermelho. 'Zizou' marcou três gols em finais de Copa do Mundo: dois de cabeça na vitória por 3 a 0 sobre o Brasil no Mundial da França de 1998 — garantindo aos 'Bleus' seu primeiro título mundial — e um pênalti cobrado no estilo 'cavadinha' contra o goleiro italiano Gianluigi Buffon na final da Copa da Alemanha em 2006.
No entanto, ele é também — ao lado do camaronês Rigobert Song — o único jogador a ter sido expulso duas vezes em Copas do Mundo: em 1998, contra a Arábia Saudita, e seu inesquecível cartão vermelho durante a final contra a 'Azzurra', após dar uma cabeçada no peito de Marco Materazzi.
- Andrés Iniesta (Espanha) -
O espanhol elevou a simplicidade no futebol às alturas do virtuosismo artístico. Ele simboliza a Espanha do 'tiki-taka', aquele turbilhão de passes, que conquistou tudo entre 2008 e 2012. Iniesta marcou o gol da vitória por 1 a 0 na final da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, contra a Holanda, nos últimos minutos da prorrogação.
- Diego Maradona (Argentina) -
Ninguém tanto quanto Diego Maradona em 1986 conseguiu conquistar uma Copa do Mundo unicamente pela força de seu talento e personalidade. No auge de seu desempenho no México, ele conduziu a 'Albiceleste' à vitória sobre a Alemanha, por 3 a 2, e quase repetiu o feito quatro anos depois, na Itália, onde dessa vez a Argentina sucumbiu à 'Mannschaft' por 1 a 0.
Ele também gravou seu nome na história ao marcar, num intervalo de apenas quatro minutos, tanto o gol mais vil quanto o mais belo da história das Copas do Mundo: a 'Mão de Deus' e a espetacular arrancada em que driblou vários marcadores da Inglaterra, inclusive o goleiro Peter Shilton, e finalizou para o fundo da rede.
- Pelé (Brasil) -
'O Rei' continua sendo o único jogador a ter conquistado a Copa do Mundo três vezes — desde o torneio de 1958, na Suécia, quando tinha apenas 17 anos, até a obra-prima de futebol ofensivo exibida no México em 1970. Ele também faturou o título de 1962, no Chile, apesar de ter sofrido uma lesão logo no início do Mundial. Pelé entrou para a história como o maior jogador de todos os tempos, deixando para trás uma coleção de imagens icônicas — desde os dois gols e as lágrimas de adolescente após a conquista do título de 58, até o passe sem olhar para Carlos Alberto na final de 70 contra a Itália (4 a 1).
Seu talento era tão imenso que até mesmo seus gols perdidos deixaram uma impressão duradoura, como o brilhante drible de corpo para contornar o goleiro uruguaio, Ladislao Mazurkiewicz, sem sequer tocar na bola durante as semifinais (seu chute subsequente, com o gol vazio, acabou indo para fora), ou aquele audacioso chute por cobertura, desferido de seu próprio campo de defesa, que passou a um fio da trave do gol da Tchecoslováquia, dois lances que ocorreram no México, em 1970.
- Lionel Messi (Argentina) -
A quinta tentativa foi a da glória de Lionel Messi: 16 anos após sua estreia em Copas do Mundo, na Alemanha em 2006, o herdeiro natural de Maradona na 'Albiceleste' despontou como o líder de que seu país precisava para conquistar o título mundial no Catar em 2022. Durante aquele torneio, Messi marcou sete gols, elevando seu total pessoal em Copas do Mundo para treze, um feito que o consagrou como o maior artilheiro de seu país na história dos Mundiais, superando Gabriel Batistuta (10). Oito vezes vencedor da Bola de Ouro e agora aos 38 anos, 'La Pulga' se prepara para seu último Mundial, um torneio que ocorrerá, em sua maior parte, justamente no país (os Estados Unidos) onde vive e joga desde 2023, quando deixou o futebol europeu para vestir as cores do Inter Miami.
- Ronaldo Nazário (Brasil) -
O 'Fenômeno' vivenciou todas as facetas da Copa do Mundo. Campeão sem entrar em campo aos 17 anos — nos Estados Unidos em 1994 — se tornou, para seu grande pesar, a figura central da final seguinte, contra a nação anfitriã, a França. Naquela ocasião, um mal-estar na manhã do jogo o deixou debilitado e, por fim, derrotado por 3 a 0 em Paris. O melhor atacante de sua era consumou sua revanche na Copa da Coreia do Sul e Japão em 2002, quando brilhou e terminou como o artilheiro do torneio (com 8 gols) e marcando duas vezes na vitória por 2 a 0 na final contra a Alemanha para conquistar seu segundo título, desta vez como líder absoluto. Ele se despediu dos Mundiais após ser derrotado mais uma vez pela França, por 1 a 0, nas quartas de final na Alemanha em 2006.
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