O Parlamento britânico abriu uma investigação contra Nigel Farage, líder do partido anti-imigração Reform UK, por não declarar uma doação de cinco milhões de libras (33,1 milhões reais, na cotação atual) recebida antes de se candidatar às eleições legislativas de 2024, segundo a imprensa.

O jornal The Guardian revelou no fim de abril que o dirigente, que inicialmente havia indicado que não concorreria às legislativas de julho de 2024, mudou de ideia poucas semanas antes do pleito após receber esta doação do magnata tailandês-britânico das criptomoedas Christopher Harborne. 

Farage, de 62 anos, justificou o fato de não ter declarado a doação alegando que, por não ser deputado naquele momento, não era obrigado a fazê-lo, já que se tratava de uma contribuição "puramente privada" e "de forma alguma política".

O líder do Reform UK acrescentou que esta quantia deveria lhe permitir "garantir" sua segurança para o resto da vida.

Farage está "em contato com o comitê" de ética do Parlamento, responsável pela investigação, e "sempre deixou claro que esta doação era pessoal e incondicional e que nenhuma norma foi infringida", ressaltou um porta-voz do Reform UK em um comunicado nesta quarta-feira (13). 

Segundo o site oficial do Parlamento britânico, todo novo deputado deve declarar "todos os seus interesses financeiros e qualquer benefício sujeito a registro recebido nos 12 meses anteriores à sua eleição". 

Caso a investigação comprove que Farage infringiu as normas parlamentares, ele poderá enfrentar sanções que vão de uma suspensão até a convocação de novas eleições em seu distrito eleitoral de Clacton, no sudeste da Inglaterra, segundo o Financial Times.

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