Uma juíza equatoriana foi assassinada a tiros perto da fronteira com o Peru, em meio ao estado de exceção decretado pelo governo no combate ao crime organizado, informou o Conselho Judiciário. 

A violência continua desenfreada no país, apesar das políticas linha-dura impostas pelo presidente Daniel Noboa, como estados de exceção, toques de recolher e a presença de militares nas ruas. 

A juíza Lady Pachar foi baleada enquanto se dirigia a uma academia, sem seus dois guarda-costas, segundo a polícia de Machala (sudoeste), onde o crime ocorreu. 

Uma fonte policial disse à AFP nesta terça-feira que a juíza, que vinha recebendo ameaças, foi morta em represália à libertação de membros de gangues. 

"Este crime (...) representa um grave ataque à justiça e ao Estado de Direito no Equador", declarou o Conselho Judiciário na segunda-feira. 

Machala é a capital da província costeira de El Oro, que faz fronteira com o Peru, país com a segunda maior produção de coca do mundo, depois da Colômbia. 

Vizinho de ambas as nações, o Equador tornou-se um centro para gangues criminosas que contrabandeiam drogas pelo Pacífico e lucram internamente com outros crimes, como a extorsão. 

Com o apoio do governo de Donald Trump, Noboa tem tentado conter a violência desde que assumiu o cargo em 2023.

No entanto, segundo a Insight Crime, as organizações criminosas transformaram o Equador no país mais violento da América Latina, com 51 homicídios por 100 mil habitantes em 2025.

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