A Alemanha defendeu, nesta terça-feira (12), que as operações da rede social TikTok na Europa passem a estar sob controle dos europeus, seguindo o exemplo dos Estados Unidos, que ameaçaram banir a plataforma no país.
Após uma batalha judicial, a ByteDance, empresa chinesa proprietária do TikTok, cedeu este ano o controle das operações de seu aplicativo nos EUA a uma empresa conjunta de maioria americana, em resposta à ameaça de proibição neste país.
"Estou firmemente convencido de que a Europa deve seguir o exemplo dos Estados Unidos e que a estrutura de propriedade da empresa deve ser colocada sobre a mesa", declarou aos jornalistas o ministro da Cultura da Alemanha, Wolfram Weimer, antes de se reunir com seus homólogos da União Europeia em Bruxelas.
"Isso significa que deveríamos colocar o negócio europeu do TikTok em mãos europeias", acrescentou.
Segundo ele, o TikTok "recolhe dados dos jovens europeus em uma escala inimaginável. Estes dados fluem para servidores cuja origem não conhecemos com precisão".
Weimer garantiu que a Europa não sabe o que acontece com tais informações, que se tratariam de "dados mais íntimos da juventude europeia". Contactado pela AFP, o TikTok não quis comentar.
A plataforma já havia tentado aliviar as preocupações da UE, armazenando as informações dos usuários europeus no continente, com restrições sobre quem pode acessá-las.
A Comissão Europeia não apoiou as declarações de Weimer.
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