O Ministério Público da Colômbia anunciou, nesta terça-feira (12), que não suspenderá os pedidos de prisão do chefe do maior cartel de drogas do país e de 28 de seus integrantes, após uma solicitação do governo do presidente Gustavo Petro, que negocia a paz com o grupo.

No fim de abril, o governo de esquerda pediu ao MP a suspensão das ordens de prisão e incluiu na lista de beneficiados Jobanis de Jesús Ávila, conhecido como "Chiquito Malo", autoridade máxima do Clã do Golfo, organização classificada como terrorista por Washington. 

Há oito meses, o Clã negocia no Catar seu desarmamento, no âmbito da política de "paz total" de Petro, para desmobilizar os grupos armados do país por meio do diálogo. Porém, a três meses de deixar o poder, há poucos avanços. 

O MP afirmou nesta terça-feira, em comunicado, que não concordaria em suspender os pedidos de prisão enquanto não dispuser de "informação suficiente e verificável" sobre o cumprimento dos "requisitos legais relativos ao estado avançado do processo de paz". 

O órgão insistiu que há uma ordem de extradição de "Chiquito Malo" para os Estados Unidos, aprovada por um tribunal colombiano. O Executivo precisa dar o aval final para cumpri-la. 

O advogado do grupo criminoso disse, no fim de abril, que achava "impossível" alcançar um acordo de paz antes do fim do mandato de Petro, em 7 de agosto. 

De origem paramilitar, o Clã do Golfo trafica a maior parte da cocaína produzida na Colômbia, o maior fornecedor mundial dessa droga.

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