A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (11) uma queda de seu lucro no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, apesar da produção elevada e dos altos preços do petróleo.
O resultado, no entanto, superou as expectativas do mercado, segundo relatos da imprensa brasileira.
Entre janeiro e março, a Petrobras obteve um lucro líquido de 32,7 bilhões de reais. Esse montante representa uma queda de 7,2% em relação aos 35,2 bilhões de reais que obteve nesse mesmo período em 2025.
A receita de vendas foi de 123,686 bilhões de reais, um pequeno aumento de 0,4% em relação ao ano anterior.
Esses resultados chegam em um contexto de aumento da produção de petróleo e gás no Brasil, e dos altos preços dos combustíveis provocados pela guerra iniciada em fevereiro no Oriente Médio.
Mas a empresa disse em comunicado que esses fatores "praticamente não se refletiram nas receitas do 1º trimestre".
"Entregamos resultados financeiros consistentes no primeiro trimestre de 2026", disse o diretor financeiro Fernando Melgarejo, citado na nota.
"Nossos investimentos estão se convertendo em crescimento da produção de petróleo e de derivados", acrescentou.
A estatal triplicou seus lucros em 2025 em comparação com o ano anterior, para 110,1 bilhões de reais, impulsionada por uma produção recorde de petróleo e gás.
A empresa projeta expandir o que chama de suas "novas fronteiras de exploração" com um megaprojeto na Margem Equatorial, uma área marítima próxima da foz do rio Amazonas.
Após anos de discussões, a Petrobras recebeu em outubro uma licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para iniciar as perfurações na área, em meio a críticas de ambientalistas.
O presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido o projeto, argumentando que as receitas do petróleo são necessárias para financiar a transição energética.
Ao mesmo tempo, o Brasil participou, no mês passado, de uma cúpula inédita que defendia o rompimento com os combustíveis fósseis. Esse caminho, argumentam seus defensores, busca não apenas combater as mudanças climáticas, mas também garantir a segurança energética, atualmente em risco devido à guerra no Irã.
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