Os Estados Unidos e seus aliados do Golfo pressionaram nesta quinta-feira (7) as Nações Unidas para que exijam do Irã o fim do bloqueio do transporte marítimo através do Estreito de Ormuz, enquanto uma resolução sobre o tema enfrentava a ameaça de um veto.

Fontes diplomáticas indicaram que a Rússia, com poder de veto e aliada do Irã, advertiu na quarta-feira que poderia bloquear a resolução do Conselho de Segurança da ONU.

"Acreditamos em alguns princípios básicos fundamentais, a saber, a liberdade de navegação para as economias de todo o mundo. Isso é o que está em jogo aqui, nada menos que uma pedra fundamental da estabilidade e do comércio mundiais", declarou o embaixador americano Mike Waltz, ao lado de seus homólogos de Bahrein, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait.

Estados Unidos e Bahrein apresentaram recentemente no Conselho de Segurança um projeto de resolução que pede ao Irã a liberação do Estreito de Ormuz, que se abstenha de cobrar pedágio e especifique onde foram instaladas minas.

Também lhe pedem que permita a criação de um corredor humanitário para os envios de fertilizantes, diante do temor de uma escassez alimentar mundial.

Um quinto do abastecimento mundial de petróleo e um terço dos fertilizantes em nível global passam normalmente pelo Estreito de Ormuz, mas o transporte marítimo ficou em grande medida interrompido desde que a guerra explodiu em 28 de fevereiro com os ataques americanos e israelenses contra o Irã.

Em meados de março, o Conselho aprovou uma resolução que instava o Irã a deixar de atacar seus vizinhos do Golfo e condenava seu controle ferrenho sobre o Estreito de Ormuz.

Rússia e China se abstiveram nessa votação. Mas, no início de abril, vetaram um texto que instava os países a coordenar esforços de forma "defensiva" para garantir a livre navegação pelo Estreito.

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