A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) denunciou, nesta quarta-feira (6), a discrepância nos números relativos à libertação de presos políticos na Venezuela e condenou o estado de "liberdade vigiada" para aqueles que se beneficiaram da lei de anistia. 

Enquanto o governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, afirma que mais de 8.000 pessoas foram beneficiadas, "a sociedade civil registra apenas 186 pessoas em plena liberdade, enquanto 554 permanecem sob medidas cautelares", afirmou o presidente da CIDH, Edgar Stuardo Ralón Orellana, em um relatório enviado ao Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA). 

Órgão autônomo da OEA, a CIDH monitora a situação na Venezuela há anos, mas não conseguiu visitar o sistema prisional do país, apesar de repetidos pedidos desde 2017. 

A Venezuela não é membro da OEA, que denunciou as eleições de julho de 2024, nas quais Nicolás Maduro foi reeleito presidente. 

"Proibição de sair do país, apresentação periódica, proibição de manifestações ou de falar com a imprensa. Isso não é liberdade: é liberdade vigiada", disse o presidente da CIDH, referindo-se à situação dos libertados.

O Conselho Permanente solicitou este relatório da CIDH sobre a situação das pessoas privadas de liberdade na Venezuela como parte de um esforço contínuo de países como a Argentina, que tornaram esta questão uma prioridade.

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