A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, denunciou a divulgação de fotos falsas geradas por inteligência artificial com a sua imagem, entre elas uma em que aparece em roupa íntima, e classificou-as como uma "ferramenta perigosa".
A dirigente de extrema direita publicou na terça-feira, nas suas contas de redes sociais, uma dessas imagens que, segundo ela, circulou nos últimos dias, mostrando-a com roupas leves em um ambiente de camarim. "Devo reconhecer que quem as fez, pelo menos no que diz respeito a mim, deixou-me muito mais bonita", escreveu.
"Mas o problema vai muito além da minha pessoa. Os 'deepfakes' são uma ferramenta perigosa, porque podem enganar, manipular e prejudicar qualquer um. Eu posso me defender. Muitas outras pessoas não podem", acrescentou.
"Por isso, uma regra deveria aplicar-se sempre: verificar antes de acreditar, e acreditar antes de compartilhar. Porque, se hoje acontece comigo, amanhã pode acontecer com qualquer um", concluiu Meloni.
Em sua mensagem, a dirigente italiana retomou o comentário de um internauta que parecia ter sido enganado pela imagem e que escrevera que a cena era "vergonhosa e indigna do cargo institucional que ocupa".
No ano passado, já tinham circulado imagens sexualizadas e manipuladas da primeira-ministra, em particular em um site pornográfico que publicava imagens falsas de mulheres conhecidas.
O governo aprovou depois uma lei que criminaliza os 'deepfakes' que causem um "prejuízo injustificado" à pessoa representada.
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