As Forças Armadas americanas atacaram, na noite de segunda-feira (4), uma suposta lancha do narcotráfico no Caribe, deixando dois tripulantes mortos, anunciou o Pentágono.
Os Estados Unidos justificam estas operações como ataques a grupos "narcoterroristas". O balanço provisório é de ao menos 187 mortos desde que elas começaram em setembro.
"A inteligência confirmou que a embarcação transitava por rotas conhecidas do narcotráfico no Caribe e participava de operações de narcotráfico. Dois narcoterroristas do sexo masculino morreram durante esta ação. Nenhum militar americano ficou ferido", explicou o comunicado do Comando Sul.
A mensagem na rede social X é acompanhada de um vídeo em preto e branco, no qual se observa uma lancha em alta velocidade e o impacto de um míssil que a destrói.
O governo do presidente americano, Donald Trump, não apresenta provas contundentes que permitam afirmar que os barcos atacados estavam efetivamente envolvidos em atividades de tráfico de drogas.
Especialistas em direito internacional e grupos de direitos humanos dizem que os ataques provavelmente equivalem a "execuções extrajudiciais", pois aparentemente têm como alvo civis que não representam uma ameaça imediata aos Estados Unidos.
O governo de Donald Trump invoca os mesmos procedimentos que governos anteriores utilizaram durante anos em países como Iêmen ou Somália para eliminar supostos terroristas, sem dar mais detalhes.
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