O filho da líder birmanesa e prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi expressou nesta terça-feira (5) sua preocupação com o estado de saúde da mãe e pediu à França que transmitisse seu pedido de "uma prova de vida verificada por uma fonte independente".
O chefe da junta militar birmanesa, recentemente nomeado presidente, ordenou na quinta-feira que a ex-líder, condenada a cinco anos de prisão, cumpra o restante da pena em prisão domiciliar.
Kim Aris, filho da dirigente, entregou nesta terça-feira ao chanceler francês, Jean Noël Barrot, uma carta dirigida ao presidente Emmanuel Macron, na qual pede que a França se some a seu "apelo para que obtenhamos uma prova de vida verificada por uma fonte independente".
A carta também pede que "sejam garantidos seus direitos fundamentais", como "um atendimento médico adequado, o acesso a seus advogados e à sua família".
"São direitos reconhecidos a qualquer pessoa condenada em todo o mundo e deveriam estar garantidos a todos os presos" em Mianmar, acrescenta na carta à qual a AFP teve acesso.
"Não temos nenhuma prova de vida, nenhuma foto há anos, nenhum indício sequer de que ela realmente tenha sido transferida", detalhou à AFP um de seus advogados, François Zimeray.
Uma foto sem data foi divulgada na quinta-feira pelo serviço de informação do Exército birmanês, "mas não sabemos se é autêntica ou se é IA", observou Zimeray.
A família alerta regularmente para a deterioração do estado de saúde de Suu Kyi, detida desde o golpe de Estado que derrubou seu governo, em 2021.
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