A Argentina destinará parte das receitas provenientes de privatizações e da venda de imóveis do Estado a um plano de modernização das Forças Armadas, anunciou nesta segunda-feira (4) o governo.
"10% do arrecadado com a venda, aluguel ou cessão de bens do Estado será destinado ao reequipamento e à modernização das Forças Armadas", disse o chefe de Gabinete, Manuel Adorni.
A mesma porcentagem será aplicada às receitas provenientes de privatizações de empresas com participação estatal. A norma, publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial, estabelece ainda que essa porcentagem sobe para 70% se o bem em questão estiver sob a órbita do Ministério da Defesa.
Embora a intenção original do governo fosse privatizar mais de 40 empresas, até o momento só o fez com a Impsa, uma companhia dedicada à produção de turbinas que havia sido estatizada em 2021, durante o governo de Alberto Fernández (2019-2023).
O governo anunciou que iniciou o processo de privatização de uma linha ferroviária, empresas de energia, a Casa da Moeda, a maior empresa estatal de água do país e uma companhia de manuseio de bagagens em aeroportos. O Executivo estima concluir essas vendas antes do fim do ano.
As privatizações, estimadas em 2 bilhões de dólares (R$ 9,9 bilhões) pelo ministro da Economia, Luis Caputo, e a venda ou aluguel de imóveis, são mais uma demonstração de aproximação que o Executivo tenta com as Forças Armadas.
Anteriormente, o presidente Javier Milei nomeou como ministro da Defesa o general Carlos Alberto Presti, o primeiro militar a liderar essa pasta desde a ditadura.
Os governos que se seguiram à última ditadura (1976-1983) mantiveram uma relação distante com as Forças Armadas.
O último conflito armado do país sul-americano foi contra o Reino Unido em 1982, pelas Ilhas Malvinas, no qual a Argentina foi derrotada.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
mry/lm/nn/am