Um importante fabricante da pílula abortiva mais utilizada nos Estados Unidos pediu neste sábado (2) à Suprema Corte que restabeleça o acesso ao medicamento, um dia depois de um tribunal de instância inferior suspender o seu envio por correio.
A mifepristona, que impede a progressão da gravidez, é utilizada em conjunto com o misoprostol, que provoca o esvaziamento do útero, na maioria dos abortos realizados nos Estados Unidos. Ela está aprovada para uso até as 10 semanas de gestação.
A Danco Laboratories, que fabrica a mifepristona e é uma das duas empresas que distribuem o medicamento nos EUA, pediu à Suprema Corte que suspendesse uma decisão tomada pelo Quinto Circuito do Tribunal de Apelações na sexta-feira.
Este tribunal bloqueou temporariamente que os serviços de aborto receitassem e enviassem o medicamento para todo o país. Além disso, determinou que as mulheres que buscam este método em qualquer lugar dos Estados Unidos tenham que obter a mifepristona em uma clínica, em vez de pelo correio ou por meio de uma farmácia.
Essa decisão "introduz confusão e perturbações imediatas em decisões médicas extremamente sensíveis ao tempo", escreveu o fabricante em seu pedido à Suprema Corte.
"O caos resultante para pacientes, prestadores de serviços, farmácias e o sistema de regulação de medicamentos constitui um dano irreparável por excelência, que ressalta a necessidade de que este Tribunal conceda uma medida de emergência", acrescentou.
A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) aprovou originalmente a mifepristona em 2000. É o método mais comum para realizar um aborto nos Estados Unidos e também é usado de forma rotineira para o manejo de abortos espontâneos precoces.
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