O piloto e o copiloto de um avião militar C-130 que se envolveu em um acidente em fevereiro na Bolívia, deixando mais de 20 mortos, foram detidos pela polícia, informaram neste sábado (2) os meios de comunicação, citando o promotor responsável pelo caso.

O incidente com a aeronave da Força Aérea Boliviana (FAB) ocorreu em 27 de fevereiro no aeroporto de El Alto, a cerca de 15 quilômetros de La Paz. O avião saiu da pista e chegou a uma avenida, onde atropelou civis.

Transportava uma carga de cédulas em moeda nacional do Banco Central da Bolívia, equivalente a 60 milhões de dólares (R$ 309 milhões, na cotação de fevereiro).

Após o acidente, centenas de pedestres se lançaram entre os destroços para recolher as notas, posteriormente anuladas pelo Estado.

O promotor Favio Maldonado afirmou ao canal de televisão Unitel que o Ministério Público emitiu, na quinta-feira, a ordem de detenção, que "foi executada e essas duas pessoas foram presas".

Ambos prestaram depoimento na sexta-feira e, em seguida, foi efetuada a sua detenção. 

A autoridade defende a tese de que "no momento da aproximação houve uma instabilidade" que resultou "em um pouso longo". 

O piloto e copiloto são investigados pelo crime de homicídio culposo.

Uma comissão investigadora da FAB determinou esta semana que a aeronave com oito tripulantes não recebeu informações oportunas do sistema de controle aéreo e decidiu desviar sua rota devido ao mau tempo.

A aeronave aterrissou sobre o trem de pouso dianteiro, uma manobra que dificultou o uso dos freios.

"Este acidente poderia ter sido evitado", disse em coletiva de imprensa o coronel Ricardo Alarcón, presidente da comissão investigadora da FAB.

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