O júri internacional da Bienal de arte contemporânea de Veneza, que será realizada de 9 de maio a 22 de novembro, renunciou nesta quinta-feira (30) devido à polêmica decisão dos organizadores de permitir a participação da Rússia, afirmou a própria exposição.

A renúncia ocorre uma semana depois de esse mesmo júri ter anunciado que excluiria a Rússia e Israel da premiação, devido aos mandados de prisão por crimes de guerra emitidos pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra seus governantes.

Na semana passada, a Bienal, a maior exposição de arte internacional do mundo, afirmou que o "júri [se absteria] de avaliar [as obras dos] países cujos dirigentes estão atualmente acusados de crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional".

Em março, os organizadores da mostra decidiram permitir a participação da Rússia, uma decisão muito criticada pela Ucrânia e pela União Europeia. Bruxelas chegou até a ameaçar cortar o financiamento. 

Quase 40 artistas russos devem participar da exposição.

Diante da renúncia do júri, a Bienal transferiu a cerimônia de entrega de prêmios de 9 de maio para 22 de novembro.

Anunciou ainda que concederá dois prêmios, um deles a qualquer um dos países participantes inscritos, "de acordo com a lista oficial, segundo o princípio de inclusão e igualdade de tratamento".

Em 2022, a Bienal proibiu a participação de qualquer pessoa vinculada ao governo russo como sinal de protesto contra a invasão da Ucrânia. A Rússia também esteve ausente da edição seguinte, em 2024.

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