Moscou afirmou, nesta quinta-feira (30), que suas forças permanecerão no Mali, ao rejeitar um apelo dos rebeldes separatistas para sua retirada do país africano, enquanto os insurgentes, juntamente com jihadistas, lançam ofensivas ferozes contra a junta militar governante.
"A Rússia continuará, inclusive no Mali, a luta contra o extremismo, o terrorismo e outras manifestações negativas. E continuará fornecendo seu apoio às autoridades no poder", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, nesta quinta-feira, em resposta a uma pergunta da AFP em sua coletiva de imprensa diária.
Os paramilitares russos são um apoio essencial para a junta que governa o Mali desde 2020 e que atualmente enfrenta ataques sem precedentes desde 2012, perpetrados pelos rebeldes da Frente de Libertação de Azawad (FLA) em aliança com os jihadistas do Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM).
Os ataques do fim de semana já causaram a morte de mais de vinte civis e militares, incluindo o ministro da Defesa do Mali, general Sadio Camara, considerado uma das figuras-chave na reaproximação entre seu país e Moscou.
Nos últimos anos, a junta militar do Mali se aproximou da Rússia política e militarmente após expulsar as forças francesas em 2022.
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