O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou, nesta quarta-feira (29), que os Estados Unidos ainda não pagaram suas contribuições, condição necessária para poderem se retirar oficialmente da agência da ONU.

Horas depois de voltar à Casa Branca, em janeiro de 2025, o presidente Donald Trump assinou um decreto ordenando a retirada dos Estados Unidos da OMS. Segundo Washington, essa saída é efetiva desde 22 de janeiro.

No entanto, "a retirada americana está sujeita a duas condições: a notificação - que deve ser feita com um ano de antecedência, condição que efetivamente foi cumprida -; e o pagamento dos atrasos", lembrou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma entrevista coletiva na sede do organismo em Genebra.

"Esperamos, portanto, que cumpram isso, mas ainda não recebemos nada", acrescentou.

Os Estados Unidos ainda devem 260 milhões de dólares (R$ 1,3 bilhão) em contribuições correspondentes a 2024 e 2025, segundo números da organização.

Em janeiro deste ano, o secretário americano de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., e o secretário de Estado, Marco Rubio, acusaram a OMS, em um comunicado conjunto, de múltiplas "falhas durante a pandemia de covid-19" e de atuar "repetidamente contra os interesses dos Estados Unidos".

Em maio de 2025, Kennedy também acusou a organização de estar submetida à influência indevida da China, da ideologia de gênero e da indústria farmacêutica.

A questão da retirada americana será debatida precisamente na próxima Assembleia Mundial da Saúde, que reunirá, como todos os anos, todos os Estados-membros da OMS de 18 a 23 de maio em Genebra.

Os Estados Unidos eram o principal doador da organização, e vários outros países também reduziram seu apoio à ajuda internacional.

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