Os Estados Unidos informaram, nesta quarta-feira (29), que aportarão 100 milhões de dólares (R$ 498 milhões) para reparar uma cúpula que evita vazamentos do desastre nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, e que foi danificada em um ataque russo em 2025.

A França, que atualmente ocupa a presidência do G7, afirmou em março que os reparos custariam cerca de 500 milhões de euros (2,89 bilhões de reais) e pediu aos demais membros do clube das principais democracias industrializadas que aportassem fundos. 

O Departamento de Estado informou que o governo do presidente Donald Trump vai trabalhar com o Congresso para fornecer dinheiro para os reparos, "em consonância com a liderança contínua dos Estados Unidos em questões de segurança nuclear e não proliferação". 

"Fazemos um chamado aos nossos sócios do G7 e europeus a seguir seu exemplo e assumir compromissos financeiros substanciais para dividir a carga destes reparos essenciais", informou em um comunicado.

A explosão na usina de Chernobyl, em 1986, foi o pior desastre nuclear civil da história, e mudou a percepção global sobre a energia nuclear.

Estima-se que milhares de pessoas tenham morrido como resultado da exposição à radiação. 

Os restos da usina estão cobertos por uma estrutura interna de aço e cimento, conhecida como sarcófago, construída às pressas após o acidente de 1986.

Entre 2016 e 2017 foi instalada uma nova cobertura externa de alta tecnologia, denominada de Novo Confinamento Seguro e desenhada para substituir finalmente o sarcófago, que não foi pensado como uma solução permanente.

Esta enorme estrutura metálica externa foi perfurada por um drone em fevereiro de 2025 em meio à invasão da Ucrânia, razão pela qual perdeu sua capacidade para conter a radiação.

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