Ataques israelenses contra a Faixa de Gaza mataram cinco pessoas nesta terça-feira (28), entre elas um comandante do Hamas e uma criança de nove anos, informaram fontes palestinas.
Apesar de um cessar-fogo acordado em outubro, o território palestino segue mergulhado na violência enquanto continuam os ataques israelenses, e tanto o Exército de Israel quanto o Hamas se acusam mutuamente de violar a trégua.
A agência de Defesa Civil de Gaza indicou que quatro pessoas morreram e outras seis ficaram feridas quando um drone disparou dois mísseis contra um carro no bairro ocidental de Al-Rimal, na cidade de Gaza.
Uma fonte de segurança de Gaza identificou duas das vítimas como o comandante do Hamas Iyad al-Shanbari e seu filho Salah.
Não mencionou as outras duas pessoas, e não houve uma reação imediata do Hamas.
O Exército israelense afirmou que "de fato atacou um terrorista ali" e disse que forneceria mais detalhes posteriormente.
Em um incidente separado, a Defesa Civil informou que a criança de nove anos Adel al-Najjar morreu “quando um ataque de drone israelense ocorreu junto com bombardeios de artilharia a leste de Khan Yunis".
O exército afirmou que "um suspeito na área da Linha Amarela se aproximou das tropas, representando uma ameaça imediata", e entrou em um edifício, que depois foi atacado pela força aérea.
Mas, após uma revisão, um porta-voz disse que ficou claro que "uma pessoa alheia aos fatos entrou na estrutura e provavelmente ficou ferida como consequência".
Na segunda-feira, os serviços médicos de Gaza indicaram que receberam o corpo de Ayham al-Omari, de 15 anos, que morreu por disparos na localidade de Beit Lahiya, no norte.
O Exército israelense afirmou que soldados no norte de Gaza abriram fogo após identificar "um suspeito (...) que representava uma ameaça imediata".
O cessar-fogo interrompeu em grande medida a guerra em Gaza, que começou após o ataque do Hamas contra Israel em Ataques de 7 de outubro de 2023 em Israel.
Mas a violência persistiu, com pelo menos 818 palestinos mortos desde o início da trégua, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, que está sob a autoridade do Hamas e cujos números são considerados confiáveis pelas Nações Unidas.
No mesmo período, o Exército israelense afirmou que cinco soldados morreram em Gaza.
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