A Austrália anunciou nesta terça-feira (28) novos projetos de lei que cobrariam das gigantes do setor de tecnologia Meta, Google e TikTok pelo uso de notícias, a menos que estabeleçam acordos com veículos locais para seu pagamento.

"As plataformas que decidirem não assinar acordos comerciais com os veículos de notícias deverão pagar uma taxa proporcional à sua receita, e qualquer valor arrecadado será distribuído entre o setor de notícias", afirmou o primeiro-ministro Anthony Albanese em um comunicado. 

Empresas tradicionais de imprensa em todo o mundo lutam para sobreviver, no momento em que o público consome cada vez mais suas notícias nas redes sociais.

Diante do atual cenário, a Austrália deseja que as grandes empresas de tecnologia compensem os meios de comunicação locais por compartilharem artigos que geram visitas às suas plataformas.

Albanese indicou que Meta, Google e TikTok poderão assinar acordos de conteúdo com os veículos locais, mas, caso se recusem, deverão pagar uma tarifa de 2,25% de sua receita na Austrália. 

"As grandes plataformas digitais não poderão fugir de suas obrigações sob o código de negociação com os meios de comunicação", declarou Albanese.

"Neste momento, as três organizações são Meta, Google e TikTok", acrescentou.

Os projetos de lei foram elaborados para impedir que as gigantes de tecnologia simplesmente removam as notícias de suas plataformas, algo que Meta e Google já fizeram em outros países. 

Os defensores das leis destacam que as plataformas de redes sociais atraem usuários com notícias e cobram por publicidade online que, de outra forma, seria paga aos veículos de comunicação.

Uma pesquisa da Universidade de Canberra constatou que mais da metade do país utiliza as redes sociais como fonte de notícias.

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