A China anunciou nesta segunda-feira (27) que bloqueou a aquisição, por parte da gigante americana Meta, do Manus, um agente de inteligência artificial (IA) desenvolvido por uma startup chinesa atualmente sediada em Singapura. 

A controladora do Facebook e do Instagram havia indicado no fim de dezembro de 2025 que havia chegado a um acordo para adquirir o Manus, um dos representantes mais promissores dos agentes de IA autônomos, a nova revolução do setor. 

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, o poderoso órgão chinês de planejamento econômico, afirmou em comunicado ter "emitido uma decisão de proibição de investimento relativa à aquisição do projeto Manus por investidores estrangeiros". 

A instância "exige que as partes envolvidas anulem essa operação de aquisição", destacou o comunicado. 

Analistas já haviam alertado que a operação corria o risco de ser bloqueada pelos reguladores. 

Em março, o jornal Financial Times afirmou que Pequim havia proibido os dois cofundadores da empresa de deixar a China. 

"A operação cumpria plenamente a legislação em vigor", reagiu a Meta em um comentário enviado por e-mail. 

A rivalidade entre China e Estados Unidos no campo da IA reflete uma disputa estratégica pelo controle dessa tecnologia, considerada crucial para a economia do futuro. 

Criada pela pequena empresa chinesa Butterfly Effect, o Manus tornou-se conhecido do grande público em março de 2025, depois que um vídeo de demonstração viralizou nas redes sociais. 

Acessível mediante convite para empresas, despertou rapidamente um forte entusiasmo. 

Manus é um agente de IA e, como tal, é um produto diferente de assistentes conversacionais como o chinês DeepSeek ou o americano OpenAI (ChatGPT).

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