A autoridade eleitoral do Equador eliminou no domingo dois partidos de oposição a sete meses das eleições locais, medida que a oposição denuncia como uma "fraude" favorável ao governo conservador.
A oposição equatoriana denuncia perseguição política por parte do Executivo do presidente Daniel Noboa e acusa o CNE (Conselho Nacional Eleitoral) de atuar a favor do governo.
O órgão alegou que os partidos 'Construye' e Unidade Popular "não cumpriram requisitos para manter" seu status legal, segundo um comunicado.
As legendas afetadas anunciaram que pretendem recorrer contra a decisão.
Em novembro do ano passado, o CNE inabilitou por nove meses o movimento de esquerda Revolução Cidadã, próximo ao ex-presidente Rafael Correa (2007-2017), devido a uma investigação do Ministério Público. Outros partidos políticos e organismos, como o Centro de Pesquisa em Economia e Política, condenaram a suspensão.
Noboa culpa Correa, exilado e condenado por corrupção, por muitos problemas do país, que enfrenta uma onda de violência e crise econômica.
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